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Doze passos para um mundo melhor

julho 28, 2009

Coeficiente de inteligência espiritual é o que nos faz reconhecer o impacto de cada uma de nossas ações no mundo e nos sentir parte de um todo interconectado, é o que diz a física e filósofa americana Danah Zohar

Thays Prado. Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 27/07/2009


A americana Danah Zohar, física e filósofa pelo MIT – Instituto de Tecnologia de Massachussets e pós-graduada em estudos sobre religião em Harvard, acredita que ninguém, sozinho, será capaz de salvar a humanidade, mas a mudança precisa começar em cada indivíduo de modo que, juntos, ainda possamos criar um mundo diferente. Citando o psicanalista Carl Gustav Jung, ela diz que “se há algo errado com o mundo, é porque algo está errado comigo. Se eu quero endireitar o mundo, preciso endireitar a mim mesmo”.

A solução para tudo o que consideramos errado no mundo, nem sempre será encontrada pelas vias da lógica e do racionalismo. Para a pesquisadora, além de nosso QI – Coeficiente de Inteligência, será fundamental desenvolvermos também um QE – Coeficiente de Inteligência Emocional e mesmo um QS – Coeficiente de Inteligência Espiritual que, ela adianta, não tem nada a ver com religião.

Segundo Danah, é por meio desse tipo de inteligência que enxergamos um sentido para a vida e nos damos conta de que o que pensamos, sentimos e somos interfere diretamente sobre o todo. Ela diz que, de acordo com pesquisas recentes, 94% dos seres humanos ainda agem com base em motivações negativas de medo, raiva e egoísmo, mas defende que já é tempo de mudarmos de paradigma e sermos motivados pela cooperação e pelo bem do planeta.

Para isso, ela enumera 12 princípios que nos ajudariam a assumir uma postura mais responsável diante da própria vida e a encontrar mais sentido para a existência humana.

1. Uso positivo das adversidades: em vez de assumir uma posição de vítima, devemos aproveitar os momentos de crise para nos fortalecer e pensar em novas soluções;
2. Consciência de si mesmo: saber quem somos, quais são nossos valores mais profundos, perceber o que nos motiva a viver e pelo que seríamos capazes de morrer é uma das maneiras de ir além do ego e fazer a diferença no mundo;
3. Humildade: deixarmos de ser a espécie mais arrogante do planeta e entender que somos parte de um mundo bem maior, com bilhões de respeitáveis pontos de vista;
4. Compaixão: sentir a dor e a alegria do outro como se fosse nossa e perceber que fazemos parte do todo;
5. Visão e valor: transcender o egoísmo e desenvolver a capacidade de servir aos outros, assumindo um compromisso de fidelidade e excelência com as relações, o trabalho e o planeta;
6. Espontaneidade: viver o momento presente, encarando cada problema ou questão como nova;
7. Holismo: entender que no mundo não há separação entre os indivíduos e a natureza e a maneira como um indivíduo vive afeta o todo;
8. Fazer perguntas fundamentais e profundas: questionar-se é criar oportunidades para agir de modo diferente, adquirir mais consciência e sair do sistema;
9. Reformulação de paradigmas: mudar modelos mentais e a visão que temos de nós mesmos, da vida, dos negócios, da educação etc.;
10. Habilidade para ir contra a corrente: seguir os próprios princípios sem medo de ser diferente;

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